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O que preciso saber sobre trabalho em espaço confinado?

O que preciso saber sobre trabalho em espaço confinado?
Marcos Frota

O trabalho em espaços confinados ainda é uma das formas mais perigosas de serviço atualmente. Os trabalhadores estão expostos a vários riscos e o meio ambiente favorece a ocorrência de acidentes constantes e graves.
Isso coloca uma responsabilidade extra nas costas do empregador, da empresa e de todas as pessoas envolvidas no processo. Eles devem estar totalmente cientes da Norma Regulamentadora 33 (NR 33) e colocar em prática todos os cuidados e cuidados necessários para a saúde dos funcionários.
Continue lendo para obter mais informações sobre o assunto. Certamente responderemos às suas perguntas!

O que é espaço confinado?

A NR 33 é o documento que visa estabelecer os critérios mínimos de segurança para proteger a saúde dos funcionários que trabalham direta ou indiretamente com o espaço confinado. Também faz parte deste padrão regulatório a definição e definição de critérios para identificar espaços confinados.
De acordo com a NR 33, espaço privado é qualquer área ou ambiente:

  • que não foi projetado para seres humanos estarem constantemente;
  • cujos meios de entrada e saída são limitados (por exemplo, um tubo é o único acesso);
  • onde a ventilação existente não é suficiente para remover contaminantes;
  • onde pode haver falta ou excesso de oxigênio (ambos os casos são prejudiciais à saúde).

Quais são os riscos de trabalhar em um espaço confinado?

Apesar do risco de trabalhar em espaços confinados, algumas tarefas devem ser executadas inevitavelmente. É o caso, por exemplo, de limpeza, manutenção, ajustes, inspeção e substituição de equipamentos.
A que riscos os funcionários estão expostos nesses casos? Por que esses ambientes são tão perigosos em comparação com um local de trabalho tradicional? A resposta está na definição de NR 33.
Como são, os espaços limitados não oferecem acesso fácil e promovem dezenas de situações perigosas. Por exemplo, devido à falta de ventilação, é comum que esses locais contenham poeira, gases e vapores tóxicos.
Além disso, alguns ambientes também contêm substâncias inflamáveis. Eles dificultam o trabalho e podem inflamar a qualquer momento com o uso de dispositivos inadequados.
Também temos o problema de ventilação insuficiente, bem como falta ou excesso de oxigênio, o que força o trabalhador a usar uma máscara e tanques para agir. O manuseio deste equipamento requer treinamento e, se ocorrer um erro, a pessoa pode ficar atordoada.
Outro perigo causado pela falta de ventilação e condições ambientais é o desenvolvimento de elementos biológicos infecciosos. Aqui podemos falar sobre produtos químicos, mas também lugares que promovem o desenvolvimento de bactérias (também resolvidas usando uma máscara).
Contribuindo para a lista de perigos do trabalho em espaços confinados, há também uma chance de enterro e inundação. Como o local é muito fechado, o resgate é muito mais complexo que o normal e fatos dessa magnitude representam um risco real de morte.
No que diz respeito à construção e aos cuidados comportamentais, os trabalhadores também podem ser expostos a descargas elétricas devido à falta de travamento e isolamento adequados, além de queimaduras devido ao contato com peças a temperaturas elevadas.
Embora muito característicos, esses não são os únicos riscos associados a espaços confinados. Dezenas de situações inesperadas podem acontecer e esse ambiente é uma verdadeira "caixa surpresa", pois qualquer erro mecânico, estrutural ou comportamental pode ser desastroso.

Como estão a segurança e os regulamentos no trabalho?

Graças a todos esses riscos, a NR 33 especifica direta e claramente todas as responsabilidades das pessoas envolvidas neste trabalho. Podemos dividir as diretrizes regulatórias e de segurança no trabalho em dois grandes grupos:

  • obrigações do empregador;
  • obrigações dos empregados.

Vamos olhar para cada um separadamente.

Obrigações do empregador

O empregador é o principal funcionário da segurança no trabalho quando se trata de espaços confinados. Isso ocorre porque ele deve implementar as medidas, contratar as pessoas responsáveis ​​e garantir que todos os requisitos da NR 33 sejam atendidos. O empregador deve incluir:

  • faça uma indicação formal do gerente técnico que garantirá a conformidade com todo o padrão durante o trabalho;
  • identificar todos os espaços confinados do estabelecimento e especificar os riscos de cada indivíduo;
  • implementar todas as medidas necessárias de gestão de segurança e saúde ocupacional para o meio ambiente em questão, levando em consideração as medidas técnicas de prevenção, assistência pessoal, administrativa, de emergência e resgate, sempre com o objetivo de promover um ambiente com condições de trabalho adequadas;
  • Garantir que os funcionários tenham as habilidades necessárias para entender as medidas de risco e controle, emergências e salvamento, e fornecer treinamento contínuo para mantê-los informados;
  • garantir que o acesso ao espaço confinado só ocorra após a emissão da permissão de entrada e entrada por escrito (PET) – o modelo PET está disponível no anexo II da NR 33;
  • todos os contratados devem receber as informações necessárias sobre os riscos nas áreas em que irão operar. O empregador também deve exigir o treinamento de funcionários nessas empresas;
  • Além disso, é necessário monitorar a implementação das medidas de saúde e segurança e garantir que os funcionários dos contratados cumpram a NR 33. Caso contrário, o empregador deve fornecer os meios para que isso aconteça;
  • Se houver suspeita de um risco sério e iminente (observe que apenas trabalhar em um espaço confinado é um risco), é obrigatório que todo o trabalho seja suspenso e que o local seja deixado para inspeção adicional.
  • Por último, mas não menos importante, ou relevante, o empregador deve manter informações atualizadas sobre todos os perigos e medidas de controle antes de cada acesso a espaços confinados.

Obrigações dos empregados

Ao contrário do empregador, os funcionários têm menos obrigações e problemas para se preocupar com os serviços que serão prestados. Em resumo, podemos dizer que eles devem respeitar as medidas implementadas e, acima de tudo, preservar sua segurança.
É por isso que a NR 33 explica que os funcionários precisam:

  • respeitar e ajudar a empresa a cumprir todos os problemas de saúde e segurança exigidos;
  • usar, sem exceção, os equipamentos e equipamentos de trabalho fornecidos pela empresa;
  • alertar o Observador e o Supervisor de Entrada quando for observada uma situação de risco para sua segurança ou a segurança de um funcionário;
  • siga todos os procedimentos e regras que foram aprendidos durante o treinamento, nos quais você está sempre ciente do risco que o trabalho implica.

É possível prevenir acidentes?

A prevenção de acidentes em espaços confinados é possível, mas exige muito trabalho e conformidade constante com as disposições da NR 33. Isso ocorre porque o gerenciamento de segurança e saúde nesses tipos de ambientes é muito específico e carece de medidas técnicas, administrativas e ambientais. pessoalmente.
Cada um afeta parte do processo, mas a segurança só é alcançada se todas as especificações forem seguidas. Aqui está como eles funcionam.

Medidas técnicas de prevenção

Medidas técnicas, como o nome indica, são medidas que dependem da experiência profissional a ser realizada. O objetivo principal é prever cenários e ter controle total sobre os ambientes nos quais as tarefas são executadas.
Portanto, eles devem identificar, isolar e marcar todos os espaços confinados para garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso a eles. Nesse processo, também é necessário identificar e antecipar todos os riscos desses locais.
Os riscos devem ser avaliados em todos os níveis para garantir que os problemas físicos, químicos, ergonômicos, biológicos e mecânicos sejam monitorados.
Também faz parte das medidas técnicas para prever (e implementar) bloqueios, relevos, bloqueios, selos e etiquetas. Você se lembra que estávamos falando sobre o risco de choque elétrico e queimaduras devido à falta de bloqueios? É aqui que eles são evitados.
Um dos principais problemas com espaços confinados é sua atmosfera. Deve-se avaliar se é possível eliminar tais riscos ou que medidas devem ser tomadas para garantir que eles não tenham impacto nos funcionários.
Para maior segurança, é necessário realizar avaliações atmosféricas sempre antes das pessoas entrarem ou trabalharem em espaços confinados. Tudo isso é essencial para manter condições atmosféricas suficientes para o trabalho a ser realizado.
Portanto, você deve monitorar constantemente e, se houver algum problema, os funcionários deverão deixar o local imediatamente.
Outros problemas técnicos igualmente importantes são: impedir a ventilação de trabalhar com oxigênio puro, testar o equipamento de medição antes do uso e garantir que todo o equipamento seja lido e calibrado imediatamente, protegido contra emissões eletromagnéticas ou outras interferências.

Medidas preventivas administrativas

As medidas preventivas administrativas se concentram nas questões mais burocráticas. Seu objetivo é criar estratégias e procedimentos a serem seguidos para manter a segurança e agir em caso de acidente.
Todas as ações, portanto, tentam controlar o que está acontecendo, limitar a área de ação e determinar exatamente o que precisa ser feito. Portanto, a primeira medida administrativa é o registro de todos os espaços confinados, sempre com informações atualizadas – mesmo as desabilitadas.
Embora medidas técnicas tenham sido vistas como formas de eliminar ou contornar riscos, ações administrativas visam identificá-las e controlá-las. Todos os riscos devem ser descobertos com antecedência e corretamente indicados no campo de trabalho e na orientação para os funcionários.
No que diz respeito ao controle, a implementação dos procedimentos operacionais ocorre aqui, bem como a adaptação do modelo PET às características específicas da empresa e como ele irá lidar com espaços confinados.
No caso do PET, ele deve ser preenchido, assinado e datado em três cópias antes que os trabalhadores entrem em ambientes perigosos. Também deve haver um sistema para seguir o PET.
Cópias do PET devem ser entregues ao funcionário e ao Observador. Essas permissões devem ser encerradas quando as tarefas são concluídas, quando um evento ocorre ou quando as tarefas são interrompidas. Não esqueça de manter a documentação por cinco anos.
Quando novos serviços devem ser implementados, é crucial que as pessoas sejam designadas para participar do acesso a espaços confinados. Essas pessoas devem ser identificadas, seus deveres devem ser bem definidos e treinamento deve ser dado.
Todo o trabalho deve ser supervisionado dentro e fora da área de risco. Sem isso, os serviços ativos são considerados ilegais. Além disso, é importante observar que a supervisão deve receber treinamento profissional específico.
Um ponto que pode variar dependendo do tipo de instalação é a implementação de um programa de proteção respiratória. Ele deve ser montado de acordo com a complexidade de cada caso e deve ser desenvolvido para atender às necessidades de sua equipe.

Medidas preventivas pessoais

Medidas preventivas pessoais são medidas que devem ser pensadas e realizadas em um contexto comportamental. Eles levam em conta o relacionamento dos funcionários, o atendimento individual e como as equipes se relacionam.
A primeira regra desta medida diz respeito a exames médicos. Exige que todos os funcionários sejam submetidos a exames médicos projetados especificamente para as tarefas que irão executar e isso deve incluir riscos psicossociais e a emissão de um certificado de saúde (ASO).
Nesta fase, também devemos informar os funcionários, na forma de treinamento, sobre seus direitos, deveres, riscos no trabalho e medidas de controle. Você deve garantir que eles tenham as informações necessárias para tomar decisões rápidas e decisivas que estão em risco.
No que diz respeito às equipes, os funcionários não podem agir sozinhos. Embora o número de pessoas seja limitado pela análise de riscos, o trabalho individual é muito perigoso e, portanto, proibido.
Existem dois agentes importantes no gerenciamento do que acontece em espaços confinados. Eles são o vigia e o atendente de entrada, como mencionado anteriormente. Cada um desempenha um papel específico, mas o supervisor de entrada também pode desempenhar o papel de Watchman. Ele é responsável por:

  • emitir PET antes do início dos trabalhos;
  • garantir o bom funcionamento do equipamento, realizar os testes necessários e garantir que os procedimentos PET sejam seguidos;
  • prestar serviços de emergência e confirmar que eles estão disponíveis, bem como os meios para operá-los, como no caso de máquinas em pleno funcionamento;
  • impedir o acesso dos trabalhadores, se necessário;
  • Finalize o PET assim que os serviços forem concluídos.

O Watchman, por sua vez, trabalha de uma maneira diferente. Pode executar as seguintes funções:

  • conte o número de funcionários autorizados e garanta que todos saiam no final do período de atividade;
  • esteja sempre fora do espaço confinado, mas próximo à entrada para que você possa estar em contato constante com funcionários autorizados;
  • tome as medidas necessárias em caso de emergência e sempre ligue para a equipe de resgate (pode ser pública ou privada), se necessário;
  • operar manipuladores quando o resgate puder ser realizado sem a ajuda de pessoal externo;
  • inicie a evacuação em um espaço confinado quando notar sinais de perigo, sintoma, condição proibida, acidente ou qualquer outra situação que possa prejudicar o progresso do trabalho e pôr em risco a vida das pessoas.

Além disso, também é importante que o Observador solicite a evacuação em um espaço confinado quando ele deve deixar seu cargo e não há outra pessoa que possa substituí-lo.

Qual a importância da consciência?

Como podemos ver até agora, o trabalho em equipe é central para o bom funcionamento do trabalho privado. Embora todos os envolvidos desempenhem suas funções adequadamente, os riscos podem ser minimizados.
Se ocorrer um acidente, apesar das situações ideais de trabalho, o resgate pode ser facilitado e planos de contingência são elaborados para evitar danos aos funcionários. Mas isso só é possível graças à vigilância completa.
Nesse caso, a conscientização é enfatizada: não é suficiente que o empregador forneça os meios e equipamentos; é necessário que vigias, inspetores e funcionários levem em conta a natureza do trabalho e trabalhem juntos para realizar suas atividades.
A burocracia da NR 33 geralmente pode ser chata e "desacelerar" o trabalho da equipe, mas é necessária. Graças aos direitos de acesso, por exemplo, é possível monitorar a estabilidade de cada pessoa que entra no espaço confinado.
Como todo erro é fatal nesse ambiente, cuidados médicos, testes e treinamento também são uma parte crucial. Cada escorregão se torna um acidente de trabalho e as consequências podem ser desastrosas.
Extrapolando o que é proposto pela NR 33, o empregador também deve conversar com seus subordinados. Ele deve demonstrar a importância de seguir as diretrizes e chamar a atenção para todos os riscos que o trabalho acarreta.

Quais são os equipamentos necessários?

Assim como o padrão determina qual comportamento e procedimentos são necessários para trabalhar em um espaço confinado, ele também controla o equipamento necessário. Há vários itens que devem ser disponibilizados aos funcionários e devem ser usados ​​para manutenção e planejamento espacial.
A NR 33 define com precisão o seguinte equipamento:

  • “Equipamento de monitoramento contínuo de gás aprovado e certificado por um organismo de certificação credenciado pelo INMETRO (OCC) para trabalhar em áreas explosivas potencialmente legíveis com condições de alarme;
  • lanternas;
  • roupas de proteção;
  • extintores de incêndio;
  • capacetes, botas, luvas;
  • Aparelhos de respiração / equipamento de proteção independente ou cilindro de ar de exaustão;
  • cinto de segurança e linhas de vida para funcionários autorizados;
  • cinto de segurança e linhas de vida para a equipe de resgate;
  • escada;
  • equipamento de movimento vertical / suportes externos;
  • equipamentos de comunicação eletrônica aprovados e certificados por um organismo de certificação credenciado pelo INMETRO (OCC) para trabalhos em áreas potencialmente explosivas;
  • Aparelhos respiratórios independentes ou sistema de exaustão para equipes de resgate;
  • equipamentos elétricos e eletrônicos aprovados e certificados por um organismo de certificação credenciado pelo INMETRO (OCC) para trabalhos em áreas potencialmente explosivas ';

Sopradores de ar e dutos para controle de ventilação e atmosfera, bloqueadores de tampões e válvulas, guinchos de 3 vias e manuais, monopés, sistema de resgate e assento suspenso também são necessários. Todos esses artigos podem ser encontrados na sessão do produto NR 33 em empresas como a CONECT.

CONECT - Soprador de ar à prova de explosão EFI75XX BR lddd
CONECT – Soprador de segurança elevado e à prova de explosão para as zonas 1 e 2 – Modelo EFI75XX BR – Certificação e marcação InMetro ATEX EX II 2G EX de IIB T6 Gb

Ventilador de ar
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Como funcionam os sistemas de resgate?

Mesmo que todas as diretrizes tenham sido seguidas até o momento, ainda podem ocorrer acidentes. Em caso afirmativo, sua empresa está preparada para trabalhar com sistemas de resgate? Eles são uma opção para a equipe de resgate externa e reduzem os riscos do processo.
Esse sistema sempre deve ser usado pelos funcionários, exceto quando o próprio instrumento aumenta o risco de atividades. Caso o equipamento impeça o acesso ou não seja útil ao resgate, ele deve ser reservado e as equipes de resgate devem estar presentes.
Vários sistemas de resgate podem ser usados, especialmente aqueles com pontos de ancoragem móveis, com suportes, por exemplo, em combinação com guinchos de corda ou de resgate.
Você se lembra do que discutimos sobre riscos e informações técnicas sobre locais de trabalho? Para continuar o resgate, essas informações já devem estar disponíveis nas instalações médicas.
Dessa forma, o profissional responsável será capaz de entender mais rapidamente o que aconteceu com o funcionário. Além disso, os edifícios do empregador, da equipe de resgate, do supervisor e do responsável devem ter essas informações em mãos para facilitar o tratamento da pessoa.
Mesmo com todas essas medidas, o espaço confinado ainda é um risco constante e o empregador deve ter muito cuidado. Mesmo que o trabalho seja realizado todos os dias e nenhum acidente tenha ocorrido, todos os regulamentos da NR 33 sempre devem ser seguidos.
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